O sol mal havia surgido quando Cassie abriu os olhos naquela manhã. A claridade suave se infiltrava pelas cortinas finas do quarto e, por um instante, ela apenas ficou ali, deitada, ouvindo o silêncio pesado da casa. Um silêncio diferente: não era o mesmo de paz, mas aquele que carregava em si a sensação de que talvez ela não fosse bem-vinda. A lembrança do olhar duro de Mason, na noite anterior, ecoava dentro dela como um aviso. Ele não havia dito nada abertamente, mas era como se cada gesto do homem repetisse uma única frase: “você não pertence aqui.”Cassie se levantou devagar, sentindo o frio no chão sob os pés. Vestiu um casaco leve e ajeitou os cabelos, determinada a não passar o dia entregue ao peso dos pensamentos. Precisava se ocupar. Precisava mostrar, ainda que em detalhes pequenos, que estava disposta a ajudar. Seus olhos recaíram sobre a pilha de roupas acumuladas no canto. Respirou fundo, pegou o cesto e saiu.A casa era térrea, de linhas simples, mas sempre parecia arru
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