O corredor parecia não ter fim. As paredes eram de concreto puro, sem janelas, sem qualquer sinal de vida além das luzes frias no teto que piscavam em intervalos irregulares. Beatriz caminhava à frente, o coração acelerado, sentindo que cada passo a levava mais fundo em algo que talvez não tivesse retorno. Lorenzo vinha logo atrás, atento a cada detalhe. Raul, mais atrás, respirava pesado. E Augusto… andava com calma. Como se aquele lugar fosse parte dele. — Onde estamos exatamente? — perguntou Beatriz, sem olhar para trás. Augusto demorou alguns segundos para responder. — No núcleo. Lorenzo franziu a testa. — Núcleo de quê? Augusto olhou para ele de lado. — Do sistema que sua irmã tentou derrubar. O silêncio caiu. Mas não era mais surpresa. Era confirmação. O corredor terminou em uma grande porta de aço. Diferente de tudo que tinham visto até agora. Sem maçaneta. Sem leitor visível. Apenas uma superfície lisa… impenetrável. — E agora? — perguntou Raul. Augusto
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