A estrada parecia interminável.
O carro avançava, mas a mente de Beatriz permanecia presa no armazém… na voz de Helena… na forma como ela disse “ainda não”.
— Ela estava nos protegendo — disse Beatriz, quebrando o silêncio.
Lorenzo manteve os olhos na estrada.
— Ou controlando a situação.
Raul, no banco de trás, soltou um suspiro.
— Eu não sei mais o que pensar.
Beatriz fechou os olhos por um instante.
— Eu sei.
Os dois olharam para ela.
— Ela ainda é minha irmã.
O silêncio voltou.