O silêncio depois da última mensagem ainda pairava na sala, mas agora ele não carregava apenas tensão. Carregava consciência. Beatriz continuava olhando para a tela, observando as conexões fluindo de forma mais equilibrada. Pessoas entrando, saindo, interagindo, corrigindo informações, debatendo. Era caótico, sim… mas era um caos vivo. — Ele recuou — disse Lorenzo, ainda atento. Helena não tirou os olhos dos dados. — Não. Ele se reposicionou. Beatriz respirou fundo. — Ele está esperando a gente errar. Augusto cruzou os braços, pensativo. — E a gente vai errar. O silêncio caiu por um segundo. Mas dessa vez, ninguém negou. — A diferença — disse Beatriz — é que agora o erro não destrói tudo sozinho. Ela apontou para a tela. — Porque não depende de uma única decisão. Helena finalmente se afastou um pouco do sistema. — Esse é o ponto mais forte… e o mais perigoso. Lorenzo arqueou a sobrancelha. — Como assim? Helena virou-se para ele. — Se todo mundo
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