O eco da voz ainda vibrava nas paredes do armazém.
Beatriz não conseguia respirar direito.
— Não… — repetiu, mais alto agora. — Isso não pode ser a Helena…
Lorenzo observava tudo com atenção, o corpo tenso.
— Você tem certeza?
Beatriz fechou os olhos por um segundo.
Aquela voz…
Era igual.
Mas havia algo diferente.
Mais fria.
Mais distante.
— É ela… — disse, por fim. — Mas não é a mesma.
Raul começou a bater na porta.
— A gente precisa sair daqui!
Lorenzo puxou ele para trás.
— Pa