Então, mesmo contra todos os seus princípios, Vincenzo corta de novo, mais fundo, separando os tendões com a precisão de um cirurgião que, naquela noite, escolhe punir em vez de salvar.Cada fibra que se rompe ecoa no silêncio como um estalo grotesco, e Rocco solta um som que não chega a ser um grito, é uma súplica abortada, sufocada pelo próprio desespero, como se a dor o impedisse até de pedir misericórdia.O sangue escorre pela lâmina e goteja no chão enquanto Vincenzo segura o punho firme, impedindo qualquer movimento.Rocco tenta fechar a mão, tenta recuar, tenta qualquer coisa, mas nada responde, e isso o desmorona mais do que a dor.— O que você fez, maledetto, o que você fez? — Rocco grita, desesperado, tentando forçar a mão a lhe obedecer, mas somente consegue vê-la tremer como um pedaço morto preso ao próprio corpo.— Você não irá tocar mais ninguém. — Vincenzo responde, a voz baixa, carregada de algo que ultrapassa o desprezo e o nojo, algo que ele nem consegue nomear sem se
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