O caminho adiante parecia interminável.Haruki e Aika avançavam pelas ruas destruídas com a mesma cautela que vinha se tornando rotina. Cada esquina era observada antes de ser cruzada, cada sombra analisada com desconfiança. O silêncio continuava presente, mas já não era apenas ausência de som — era uma tensão constante, como se algo estivesse sempre prestes a acontecer.O céu mantinha uma tonalidade estranha, levemente desbotada, como se a própria realidade tivesse sido desgastada. A luz do sol passava entre os prédios quebrados de forma irregular, criando zonas de claridade e escuridão que se alternavam de maneira desconfortável.Aika caminhava ao lado de Haruki, mais próxima do que nunca. Às vezes, a mão dela quase tocava a dele, mas recuava no último instante, como se ainda tivesse medo de ultrapassar um limite invisível. Ainda assim, ela não se afastava.Haruki notava.Mas não dizia nada.Os seus olhos moviam-se constantemente, atentos a tudo — ao chão, às janelas, às estruturas
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