A chuva caia suave do lado de fora, tamborilando no telhado da cabana como uma canção antiga, daquelas que embalam os pensamentos mais profundos. Lá dentro, o mundo era pequeno e quente, um universo feito de peles, suspiros e lençois amassados.Helena estava aninhada contra o peito de Tristan, a cabeça encostada logo abaixo de seu queixo. Seus dedos brincavam distraidamente com uma das cicatrizes antigas em seu ombro, como se quisesse desenhá-la, entendê-la, curá-la com o toque.— Essa daqui... — ela murmurou, passando o dedo com delicadeza. — Como foi?Tristan soltou um suspiro leve, não de dor, mas de lembrança.— Uma lança. Estava protegendo um menino. Ele chorava tanto
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