PAOLA BACKER Depois de cinco longas horas de voo, o avião finalmente pousou no aeroporto enorme de Nova Yorque. A cidade era linda de cima, com prédios imponentes por todos os lados. Com minha pequena agarrada aos meus braços, peguei a mala naquele vai e vem frenético de pessoas. Parei um pouco e olhei em volta, tentando achar a Mónica, ela disse que estaria aqui. Cansada de esperar, decidi pegar o celular para ligar, mas logo a avistei de longe correndo como uma louca. Sim, talvez essa tenha sido uma boa escolha. Me afastar de lugares e pessoas que me faziam mal. A ausência do John me matava todos os dias por dentro, ao contrário de antes, pois sua presença antes me fazia querer viver e ser amada por ele. Quando ela chegou perto, ficou parada me olhando. Nervosa, apertei a alça da mala com os dedos até doerem. Eu com certeza estava quase irreconhecível, feia demais para ser eu. Magra, os cabelos secos e opacos, olhos fundos, lábios rachados e sobrancelha por fazer.
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