108. QUARTO DE HOTEL
LUKE COLTNo meio do caminho ela acordou. O corpo enrijeceu nos meus braços. Ela fez força para sair, mas não permiti, agora que voltei, nunca mais vou deixa-la novamente. Os olhos analisavam meu rosto com pressa, beirando ao desespero, e naquele momento, a imagem séria e fria que vi dela ultimamente, sumiu, parecia novamente a menina de dez anos atrás que conheci na boate. Sabia que poderia não estar me reconhecendo, talvez temesse estar ficando louca. Diante de todos os protestos silenciosos dela, a levei até a enfermaria, lá fizeram exatamente o que mandei, em poucos minutos ela estava totalmente apagada. O médico me olhou com o canto do olho, parecia desconfiado. A peguei nos braços outra vez como um bebê, e o fuzilei com os olhos. — Não se preocupe, essa é minha esposa. Passei pela porta que o Ben segurava pra mim. Fui no elevador privado até o estacionamento. — Precisa que eu vá senhor?— Não Ben, fica por aqui e controla os funcionários. — O dispensei com a mão. Entrei
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