Polly parou no centro da sala de estar da mansão. A luz da tarde, filtrada pelas imensas janelas de vidro, recaía sobre os destroços da família que ela jurara proteger. Augusto estava afundado no sofá, a imagem do esgotamento puro, com a cabeça baixa e os ombros caídos sob o peso da falência e do luto. Hanna estava ao seu lado, segurando sua mão em um apoio silencioso. Dimitri mantinha-se de pé, uma sombra vigilante a poucos passos da poltrona de veludo escuro onde estava Amélia.A governanta respirou fundo, o ar pesando nos pulmões.— Minhas crianças... — a voz de Polly quebrou o silêncio, rouca e carregada de uma dor que rasgava sua garganta.Aquele chamado, tão antigo, acolhedor e familiar, foi como uma faísca em um quarto escuro. Amélia, que até então parecia uma estátua de gelo e apatia, moveu-se. Ela se levantou devagar, alisando o vestido de algodão amassado, e olhou para Polly. Não havia raiva ou desespero nos olhos da jovem, apenas uma tristeza tão profunda, tão insondável, q
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