O quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelos primeiros raios de sol que lutavam para atravessar as cortinas pesadas de linho. Amélia abriu os olhos devagar. O teto não era o da mansão Klines, nem o do apartamento de Augusto. Havia um cheiro suave de lavanda no ar, um contraste gritante com o aroma de antisséptico e luto que a perseguia há semanas.
Ela tentou se mover, sentindo o corpo pesado, exausto, como se tivesse corrido uma maratona. As lembranças da tarde anterior a atin