A mansão de Adelaide Oliver era uma fortaleza de muros altos e grades de ferro, erguida para manter o mundo do lado de fora. Naquela tarde ensolarada e abafada, o silêncio opressivo do lugar foi rasgado quando a campainha tocou.
Adelaide abriu a pesada porta de madeira maciça e o ar fugiu de seus pulmões. Ela soube que havia algo terrivelmente errado no instante em que seus olhos encontraram a figura parada na soleira.
Amélia. A sua Celine.
Ela estava vestida com simplicidade, sem bolsa, sem a