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Nayla Quill  concluído
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Resumo
Índice

O primeiro ano da faculdade tende a ser muito assustador. Mas quando o seu professor é um protótipo de Deus Grego pode até soar um pouco melhor. Bem, assim seria para Marcela White se o tal professor de Química não fosse amigo da família e a conhecesse desde as fraldas – quando serpenteava pela casa como filho dos amigos dos pais dela. Melhor ainda, você pode pensar. É sempre bom conhecer alguém, quem sabe não pode te dar uma mãozinha se tudo apertar? Bem, não era o caso. Samuel Morris parecia fazer de tudo para a atormentar. E ela já não sabia o que sentir por aquele egocêntrico, arrogante, cínico e fascinante professor de Química.

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55 chapters
01
Ele passava por entre as mesas do laboratório enquanto entregava as provas que tinha aplicado na classe semana passada. Todos pareciam aterrorizados, o que me fazia sorrir orgulhosa, afinal, eu a tinha feito sem muitas dificuldades. Claro, não podia ser diferente. Química era a minha matéria preferida, o que justificava a escolha pela profissão – o que me fazia perguntar se todos os que tinham ido mal tinham escolhido a carreira errada ou tinham se distraído com sua estonteante beleza.Ele entregou primeiro a prova de Gaya Flynn, minha melhor amiga e parceira de laboratório. Pelo seu sorriso animado, eu já sabia que ela tinha arrasado. Era óbvio, afinal, eu nunca tinha visto alguém tão esforçado quanto Gy.Quando ele parou logo a minha frente o meu coração deu um salto – efeito colateral de sua proximidade, o que eu estava aprendendo a lidar aos poucos –
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02
O som das buzinas fazia a minha cabeça doer enquanto a minha mãe soltava palavrões baixinhos, o que fez com que eu abrisse os olhos do meu estimado cochilo – que parecia realmente um universo muito distante.Havia uma fila de carros parados na frente da Universidade de Oryon. Passei os meus olhos pelo reboliço no estacionamento e nas calçadas e suspirei desanimada. Eu queria mesmo voltar para casa e para os meus lençóis.O primeiro dia de aula nunca pode ser realmente fascinante. E eu não acho que seja apenas meu costumeiro mau humor matutino reclamando. Minha mãe conseguiu encostar e eu saltei, tendo que desviar do garoto que vinha desgovernado com a sua bicicleta em cima da calçada.Eu respirei fundo, observando o grande complexo de prédios. Marchei até o prédio principal – por onde entrávamos
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03
Quando olhei para o lado, percebi o motivo dela sorrir assim tão alegremente. Ele se esgueirava entre um bando de alunos e se aproximava de nós. Senti um sorriso nervoso se prostrar em meus lábios. Só não podia falar algo estúpido – o que acontecia na maioria das vezes em que ele estava perto.- Pequena Marcela! – sorriu quando chegou perto, abrindo os braços para me receber em um abraço. Aquilo era sério? Belisquem-me! Eu juro que me arriscaria a caber entre aqueles braços saudosos sem o empurrão de Gaya.Era, sem dúvida, o melhor abraço de todos. O seu perfume entrava em meu sistema, abalando os meus pensamentos e o meu coração que começava a seguir um caminho de arritmia que eu não sabia se teria volta – ou se queria voltar para qualquer lugar que não fosse ali.

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04
Ele era alto e corpulento, com músculos que faziam certo relevo em sua camisa social preta que contrastava com sua pele clara – era uma visão e tanto. Os seus olhos eram de um azul piscina incrivelmente bonito, mesmo que parecessem um pouco distantes, meio frios para ser mais exata. Não sabia o que estava passando por minha mente, mas havia alguma força invisível que me impedia de afastar os meus olhos dos seus, como se considerasse tal feito uma falha ou um dos maiores pecados.Seus cabelos compridos eram de um desalinhado delicioso de castanho claro e pareciam propositadamente bagunçados. Eu me perguntava o motivo de minha mão desejar tocá-los, sentir a textura entre meus dedos ávidos que se embolariam em seu pescoço durante um beijo voraz. A sua expressão em meio aos seus traços finos e desenhados com a perfeição de um mestre das artes, parecia tão gelada como um
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05
Aquilo era pior que tortura. Eu acabaria contando o que fosse que ele quisesse se ele continuasse a me olhar daquele jeito.- Hm. – ele pareceu pensar. – Saiba que eu não admito conversas paralelas em minha aula, White. – ele falou seco.Ele parecia ter mudado da água para o vinho e não imaginava o que tinha perdido no meio do caminho. Ele parecia bruto agora, como se tivesse mudado de opinião sobre ser como era. Outras perguntas foram feitas e ele as respondeu da mesma forma desenvolta. Ele era bipolar, tinha um sério distúrbio de personalidade dupla ou ainda o som de outra voz senão a dele o irritava? De qualquer forma, achei melhor não me expressar mais sobre a “biscatisse” – sim, elas tinham uma nova palavra – das meninas daquela sala. Um menu e tanto para ele, claro.Quando as perguntas enfim cessaram,
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06
O sinal do final da aula soou, tirando-me de meus devaneios enquanto eu o via estudar os vários papéis que espalhara sobre a mesa. Aparentemente, Liam já queria começar com todo o ânimo, afinal, o ano letivo nem tinha começado para ele e eu já o via debruçado em vários e vários relatórios.- O seu tormento acabou, Mads. – ele falou enquanto recolhia os papéis. Tinha ficado ali por todo o resto da aula da qual fui tirada sem motivo algum, tendo ainda que esperar a minha mãe para me buscar, o que me lembrava que ir de carro era uma opção viável e agradável.Ele se levantou junto comigo e me acompanhou até a saída do refeitório. Olhei para o corredor cheio de gente, com pessoas indo de lá para cá, rindo de coisas bobas e ainda conversando com alguém a dez metros de
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07
- Bem, não espero muitos problemas com relação a isso. Elas costumam tirar boas notas. – claro, todas dormiam com ele mesmo. Sim, eu estava atônita ainda. – É, tudo muda. – fitava as minhas mãos como se elas estivessem diferentes. Não estavam. De fato, se ousasse fita-lo, acho que encararia a marca bem definida que logo ficaria púrpura com uma expressão total de repreensão e nojo. Para alguém que não parecia ser muito meu fã, não era um bom movimento. – Nunca imaginei que passaria tanto tempo em um laboratório de Química.- Seria interessante ver essa mudança. – minha mãe riu, animadamente. O que tinham colocado em seu café?Drogas? – Tenho certeza que você é ótimo no que faz, querido. Você era muito dedicado ao que gostava. – como um estalo ela pareceu se tocar da palavra
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08
Três dias depoisOs outros dias tinham se passado tranquilamente. Os meus outros professores eram tranquilos e bons no que faziam. Já tinha uma tonelada de trabalhos para fazer, o que ditava que o ritmo ali seria alucinante e bem diferente da época do colégio – eu já sentia falta dos trabalhos em grupos de dez, sério.Liam não tinha mais ido naquela semana e eu acreditei que só o tinha feito no primeiro dia para ajudar os novatos. Era péssimo. Como se já tivesse se acostumado a tê-lo por perto mais uma vez, eu parecia frustrada toda vez que eu entrava naquele refeitório e não o via na mesa mais ao canto. Bem, eu estava sendo grudenta, eu sei.Mas deixando Liam de lado, agora eu estava frente ao laboratório de Química sem saber o que fazer a seguir.Para piorar tudo, à
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09
- Bem, não vou estragar meu dia por causa de alguém como ele. – falei quase determinada, enquanto observava a minha casa a menos de uma quadra.- Se eu fosse você, não estragaria mesmo. – ela falou em meio a devaneios.Eu só entendi o que queria dizer quando a vi acenando para alguém que estava encostado junto a um carro parado em frente a minha casa. Eu senti o meu corpo se aquecer em uma animação muda quando percebi que era Liam. Sim, era tudo que eu precisava para deixar meu dia alegre.As passadas foram se tornando compridas – porque não seria legal correr até ele – até chegar a minha casa e, consequentemente a ele. Ele me abraçou apertado como se fizesse tempos que não nos víamos e eu me perguntei desde quando éramos tão próximos, mesmo que eu não esti
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10
Uma semana depoisE aqui estava eu, à sombra de uma das árvores mais longes no estacionamento, enroscada em seu abraço gostoso. Era impressionante como eu podia sentir falta dos momentos que nunca antes tinha tido, como se passar mais algum segundo de minha vida sem aquele pedacinho de paraíso fosse o maior sacrilégio de todos.- Não é um lugar muito inteligente para nos agarrarmos, sabe Maddie? – ele riu enquanto colocava o meu cabelo para trás de minha orelha. – Se o que dizem sobre o melhor esconderijo ser à vista de todos, então estamos mesmo fazendo isso certo.- Está com medo de Rick, Li? – eu pirracei e recebei um rolar de olhos de volta.- Bem, meu olho roxo ainda dói, sabe? – ele deu de ombros e eu ri, passando os meus dedos pelo local ainda meio arroxeado. Os &oacut
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