Se o sapatinho não servir.

Se o sapatinho não servir.PT

S.R.Silva  Em andamento
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Resumo
Índice

Cindy Laura é uma “princesa” nada convencional. A Cinderela dos tempos modernos vive uma vida que passa longe do conto de fadas. Seu príncipe caiu do cavalo branco quando a abandonou grávida e sua orfandade se dá ainda com os pais vivos. Mas apesar do início de sua história ser motivo de lamento, Cindy sabe quem verdadeiramente está com a caneta na mão. E é sabendo disso, que ela não recua quando o assunto é escrever a própria história. Luz, fruto do romance de Cindy com David, representa todos aqueles que um dia passaram pelo abandono na infância ao mesmo tempo que ensina que podemos ser a melhor versão de nós mesmos, independente de nossa história e idade. Cindy Laura mora em uma cidadezinha pequena que ama, tem um bom emprego, uma filha querida e amigos fiéis. O que mais poderia desejar? Somente as mudanças que virão, poderão responder.

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39 chapters
Prólogo
                                     – Vamos, Cindy? – ouço David buzinando e sorrio para o amor da minha vida que agora está me gritando impaciente, vou até a janela e aviso que já estou indo.Desço as escadas as pressas e no último degrau quase caio, mas minha mãe me segura a tempo.– Cindy Laura, aonde vai com tanta pressa? – ela me pergunta com uma cara nada boa, pois já sabia a resposta.–  Vou à praia com David.– Cindy, meu anjo, quantas vezes tenho que dizer que esse rapaz não serve para você? – ela acaricia meu rosto e continua – minha filha, você tem tudo e já foi cortejada por rapazes importantes. Já se esqueceu que assumirá os negócios da família e precisa andar com pessoas de futuro? Não esse aí...–  Nossa, dona Laura, quanto preconceito! Já se esqueceu de que você e o papai também eram pobres? David é leal, gentil e carinh
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Capítulo um
(Cinco anos depois)Aqui estou olhando para o espelho e não vejo Cindy Laura, a aspirante a modelo, a herdeira de uma das maiores agências de modelo do Rio de Janeiro. Minha vida deu um giro de 180°c  e agora brinco comigo mesma me chamando de Cinderela, só que minha vida não tem nada haver com madrastas e meio-irmãs malvadas como a história original, e sim uma escolha que fiz e que nunca me arrependerei.Tudo começou quando desmaiei na faculdade e com um teste de farmácia descobri que estava grávida. Fiquei desesperada e ao mesmo tempo feliz, pois o bebê era fruto do amor meu e de David.Como ele havia trancado a faculdade, fui para a porta do seu trabalho esperando ele sair e assim que chegamos em sua casa, fui mostrar ao amor da minha vida meu exame de gravidez que havia feito para ter certeza e naquele momento fiquei sem chão com suas palavras, nossa última conversa ainda ecoa em minha mente.– Porra, não acredito! Como vo
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Capítulo dois
Estava tão absorta em meus pensamentos que nem vi minha gorduchinha sentar ao meu lado.– Mamãe, está chorando de novo? O que foi? – ela diz preocupada, secando uma lágrima minha.– Ah, minha pequena Luz... não tenho nada, meu amor. É só a mamãe lembrando algumas coisas da vida.– Coisas ruins? – ela fica realmente preocupada quando me vê chorando.– Já passou, minha gatinha – digo fungando. – Estava lembrando o dia em que você nasceu.– Conta mamãe, conta mamãe. – Ela adora ouvir a história de seu nascimento, ainda mais que conto como se fosse um conto de fadas.– A mamãe conta só se você prometer que depois vai tomar banho para eu te levar para a tia Jô e ir trabalhar. Promete, espoletinha?– Sim, mamãe, eu prometo. – Ela jura co
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Capítulo três
Chegando ao bar, ponho meu avental e começo a trabalhar. Dona Guta surge da cozinha e me olha preocupada.– Aconteceu alguma coisa, menina? – ela analisava meu rosto enquanto esperava a minha resposta.– Nada demais, dona Guta. Só os problemas de sempre, sabe? A Luz anda mais curiosa que o normal e já não tenho mais ideias de como responder às suas perguntas.– Tente conversar com ela, conte a verdade e oculte as partes dolorosas. – Olho para ela por alguns instantes e por fim lhe digo.– Dona Guta, se eu for contar a história real para ela, só tem as partes tristes, entende? Como vou contar para a criança que o pai não a quis, que a mãe sofreu na gestação sozinha?– Mas você também pode contar que a mãe não desistiu dela e mesmo sabendo que enfrentaria tudo sozinha, a quis. – Uma lágr
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Capítulo quatro
Hoje é minha folga. Acordei bem cedo pois queria passar o dia com minha princesa, mas a nossa casa estava pedindo socorro e como Luz tem problemas respiratórios, pedi para Jô ficar com ela por alguns instantes enquanto dava um jeito na bagunça. Assim que vejo que consegui limpar tudo, pego minha princesa e fazemos um dia das garotas, onde eu faço hidratação em nossos cabelos, nossas unhas e assistimos filmes que sempre são da Barbie ou da Frozen e comemos um monte de besteira que a deixa super feliz. Sei que trabalho muito e não posso dar a ela toda atenção devida. O bom é que Luz, apesar da pouca idade, é muito compreensiva e sabe que não faço isso sem motivo, afinal, ser mãe e pai é trabalho em dobro, mas vale a pena ver o sorriso que ela me dirige nos momentos em que estamos sozinhas. Olho para ela e tenho uma ideia.– Princesa, que tal você e eu colhermos laranja? – os olhinhos dela se iluminam.– Podemos fazer um bolo mamãe?– Claro, meu amor.– Vamos fa
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Capítulo cinco
Chegamos a casa de Jô e assim que ela nos vê abre o portão.– Oi, tia Jô. Eu e minha mãe fizemos bolo pra todo mundo e ela guardou um grandão pra você.– Que bom, Chapeuzinho Vermelho. Tem uma lobinha vendo televisão que vai adorar te ver. – Minha amiga nem precisa terminar e minha pimenta já sai correndo para ver a amiga, me pergunto se elas não se cansam de passar tanto tempo juntas.– E aí amiga, como você está? Vejo que deu um jeito em você... gosto de te ver assim, sabia?– Obrigada, amiga. Hoje foi um dia perfeito, tirando a parte do que aconteceu no sítio do falecido seu Toninho. – Rapidamente sua curiosidade se aguça e sei que ela vai querer saber de tudo.– Deixa eu passar um café e aí você me conta tudo. – Ela corre para a cozinha para fazer café e eu vou para a sala ficar com as meninas, dar um beijinho na Bia e agradecer a ela por ter defendido minha filha.Jô aparece co
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Capítulo seis
Estávamos conversando sobre a minha tarde louca quando avistamos dois pequenos furacões chamadas Bia e Luz entrando quase derrubando Rick no chão.– Luz, você vai machucar o seu tio. – Advirto minha pequena e ela pede desculpa muito envergonhada.– Para de ser chata Cindy, a menina está brincando com o dindo dela. Não é, minhas pequenas?Luz abre um sorriso e abraça o tio. Depois Bia se joga nos braços do pai e Luz fica observando  a interação de pai e filha e sei muito bem no que ela está pensando. Nesse momento, uma lágrima escorre e eu tento limpar antes que ela perceba. Sei que ela gostaria de ter seu pai por perto e sei como isso é impossível, afinal, David deve estar casado e não vou procurá-lo. Ele nos rejeitou uma vez, nada impede ele de renegar a paternidade de Luz.– Amiga, tá tudo bem? –
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Capítulo sete
Já se passaram dez dias desde que assumi o bar enquanto os donos estão em outro estado e hoje estou em uma correria sem tamanho, ainda mais que acrescentei café da manhã e lanches variados ao bar e a freguesia aumentou ao ponto de ter que por mesas para o lado de fora do bar.Ontem Logan veio aqui e tomou café, elogiou muito a comida e me deixou uma gorjeta bem generosa. Ele ficou me olhando e eu me senti estranha e logo fui me ocupar de servir os outros clientes, mas a sensação de ser observada por ele continuou. Talvez eu esteja louca.Estava atendendo uns clientes quando ouço gritinhos animados que logo me deixa feliz.– Mamãe, mamãe, olha!! O meu dente caiu!! – vejo minha filhinha banguelinha mostrando o dentinho em uma toalhinha.– Desculpa Cindy, mas Luz não parou quieta até eu trazê-la aqui para te mostrar o dentinho. – Dou um sorriso p
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Capítulo oito
Já se passou um mês e meio e nada de dona Guta e seu Zé voltarem, só não fico tão preocupada porque eles me ligam quase todos os dias. Hoje eles me disseram que iriam estender as férias mais um pouco. Logan apareceu novamente. Na verdade, tem se tornado um hábito tê-lo aqui todos os dias, pelo menos duas vezes ao dia.Às vezes ele não come nada, apenas pede um café e fica conversando comigo, depois vai embora e deixa uma boa gorjeta. Já falei com ele  sobre isso, mas ele diz que faz em qualquer lugar.Dona Branca chega e faz um pedido grande.– Hoje a senhora vai querer cinco marmitas?– Minha filha, meu netinhos vieram me visitar sem avisar e estou na correria, nunca vi um bando de crianças comerem tanto. E meu outro filho chegou também e não têm nada preparado e eles estão reclamando de fome.– Nossa, d
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Capítulo nove
Fecho o bar e vou à casa de Rogéria, mãe de Viviane. Chamo no portão e logo a menina aparece.– Oi, tia.– Oi, meu amor, sua mãe está em casa?– Tá, sim. Pera que vou chamar ela. Mãe!! A tia Cindy tá aqui.Não demora muito Rogéria aparece com aquele sorriso falso de sempre.–  Oi, meu bem, como você está? – tenho vontade de revirar os olhos, mas não os faço.– Vou muito bem, Rogéria. Preciso conversar com você.– Tem que ser bem rapidinho, estou com a manicure me esperando.– O que me traz aqui é o comportamento da Viviane. Ela tem dito coisas nada agradáveis para Luz e isso a tem magoado muito. Gostaria que conversasse com ela.– Mas o que ela disse? Minha filha é sempre muito verdadeira.– Há verdades que
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