CAPÍTULO 2.3

Quando o jantar chegou ao fim e eu a convidei para irmos, levantamos ao mesmo tempo, mas ao invés de nos dirigirmos para a saída de imediato, ficamos parados no meio da sala nos olhando fixamente, como se nenhum de nós quisesse que aquele momento acabasse. Eu não queria, realmente. Eu passei os últimos meses tentando me convencer dos motivos para não procurá-la, mas aqui estava eu, vencido.

Incapaz de me conter, eu a puxei para os meus braços e ela veio. Era tudo o que eu queria desde o momento em que eu a vi na igreja, então eu fiz, aproveitando a privacidade que a sala nos dava. Eu já havia me segurado o suficiente, mas eu não podia aguentar nem mais um instante sem sentir a doçura dos seus lábios.

Coloquei a mão na parte posterior do seu pescoço e a trouxe mais perto. Meus lábios tocaram os seus macios, ainda com o sabor do vinho branco e da sobremesa, eram como o céu. Ela ficou tímida a princípio, então eu invadi sua boca com a minha língua, pedindo, implorando, exigindo mais. Suas pernas fraquejaram, mas meu braço em suas costas a mantiveram firme contra o meu corpo. Ela soltou um gemido de plena satisfação. Era incrível como um beijo podia ser assim entre nós dois. Eu beijei mulheres pra caralho, mas nenhuma delas conseguiu fazer com que eu me sentisse da maneira que eu me sinto com Guilhermina. As mãos dela estavam firmes nos meus braços, como se eles fosse a sua tábua de salvação, como se ela fosse afundar se não se segurasse o suficiente.

Quando eu me afastei ela estava ofegante. Sua expressão era o sonho de consumo de qualquer homem. Era incrível como um simples beijo poderia fazer isso pra ela. Meu pau se contraiu ao pensar em todas as possibilidades de uma noite com ela, como eu poderia tocá-la e fazê-la vir de todas as maneiras possíveis. Ciente de que eu iria acabar fodendo-a sobre a mesa se continuasse pensando sobre isso, segurei sua mão e, sem uma palavra, a levei a passos longos até a recepção para recuperar o seu casaco.

Enquanto estávamos na frente do restaurante aguardando o manobrista trazer o seu carro. Eu coloquei a mão em sua cintura e a puxei contra o meu corpo, precisando tocá-la de qualquer maneira. Ela olhou em volta tímida ao constatar que Demétrius estava apenas a poucos metros distante de nós. Mas eu não queria que ela se preocupasse com ele.

Eu a estava beijando mais uma vez com um pouco menos de desespero quando escutei um clique de uma câmera e depois outro.

- Merda! – eu ouvi Demétrius murmurar.

Interrompi o beijo e olhei em volta até encontrar um homem do outro lado da rua com uma câmera profissional e dessa vez eu estava com os olhos abertos o suficiente para ver os flashes.  – Porra! – rosnei.

- O que foi? – ela perguntou.

Eu tentei o máximo protegê-la com o meu corpo para que ela não fosse fotografada ainda mais – Um paparazzo.

- Isso é ruim?

- Péssimo. – eu falei e no mesmo instante eu me arrependi como eu soei. Então expliquei – eles vão infernizar a sua vida se eles descobrirem quem você é e eles vão me caçar no inferno apenas para descobrirem isso.

- Como ele sabia que você estava aqui?

- Não sabia. Eles sempre frequentam os lugares mais badalados atrás de alguma celebridade.

O manobrista chegou com o carro e Demétrius assumiu o volante. Ele tinha a cara carrancuda e eu sabia o significado. Ele estava preocupado por eu e Guilhermina sermos fotografados juntos. Ele sabia que logo eu receberia uma chamada do meu pai. Eu já fui fotografado na companhia de um monte de mulheres, mas nunca beijando uma, nem abraçando uma como se fôssemos namorados.

-Dem, pare no Parco Sempione, por favor.

Ele acenou, mas eu podia ver que ele não gostava nada disso. O Parque era imenso e já era bem tarde. Ele sabia que eu iria querer um pouco de privacidade também e ele não queria me dar isso sabendo o quão exposto eu ficaria. Eu puxei Guilhermina para mais perto e ela se aconchegou em meus braços, como se sempre estivesse estado ali. Não fez nenhuma pergunta e assim seguimos em silêncio.

Quando os dois carros pararam próximo ao parque eu desci e segurei a mão de Guilhermina. – Nós precisamos de alguma privacidade. – eu disse e ele me olhou significativamente.

- Eu não acho...

- Consiga isso, Dem. Apenas um pouco.

Ele acenou e se dirigiu para o resto da equipe que estava pronta para me seguir. Eu caminhei de mãos dadas com ela pelo parque até encontrar alguns bancos. Eles eram feitos de concreto e tinha formato engraçado com altos e largos encostos. Eu me sentei em um cujo encosto estava de costas para os homens e, uma vez sentados, nós não poderíamos ser vistos. Então a puxei para que sentasse em meu colo. – Luca... – ela começou a dizer alguma coisa, mas eu a interrompi.

- Eu preciso beijar você. – foi o que eu consegui dizer antes de cobrir a sua boca com a minha. Porra! Era o céu. Eu segurei seu rosto em minhas mãos e devorei seus lábios, sua língua, seu ar. Quando suas mãos enterraram-se nos meus cabelos, meu pau pulsou em minhas calças. Eu estava fodidamente excitado e pronto para fodê-la ali mesmo. Mas eu sabia que ela nunca tinha feito nada além disso, e só esse pensamento me deixava ainda mais duro.

O parque estava completamente vazio. E estava frio pra caralho, eu sabia. Mas era isso ou levá-la pra casa comigo. Ela ainda vestia seu casaco e eu não seria louco de manda-la tirá-lo ali. Mas ele estava com os botões abertos e eu tinha acesso à frente do seu vestido. Acariciei seus seios através do tecido delicado do vestido e ela ofegou na minha boca. Seus bicos estavam duros como pedra e eu esfreguei a minha palma sobre eles. Em seguida tentei beliscá-los e consegui um gemido seu como recompensa.

Eu abandonei seu seios e os seus lábios. Nós dois estávamos ofegantes. Deslizei minha mão direita por sua coxa subindo um pouco o tecido do vestido, invadindo, acariciando até encontrar a sua calcinha. – Puta merda! – Ela olhou pra mim com espanto. – Você está tão molhada.

- Luca... – ela chamou de novo, mas não conseguia dizer nada. Eu afastei um pouco a sua calcinha, o suficiente para que meus dedos escorregassem pelos lábios molhados do seu sexo. Eu não a estava beijando. Eu queria, mas não podia. Eu tinha que ver o seu rosto e assistir todas as transformações que aconteceriam nele quando ela gozasse pra mim. Sim, eu iria fazê-la gozar aqui mesmo no meio do Parco Sempione depois da porra da meia-noite. – Luca – chamou mais uma vez.

- Relaxe, amore mio, eu só quero tocar você.

Eu encontrei o seu clitóris e ela instintivamente abriu um pouco a perna – Você é tão linda. Você nunca fez isso, não é mesmo? – Ela concordou com a cabeça – Porra, tem ideia do que isso faz comigo. Eu quero você tanto. – Ela ficava mais e mais excitada a cada segundo. Meus dedos deslizando pelo seu líquido lubrificante e ela se contorcendo no meu colo. Meu pau era uma rocha dentro das minhas calças e o movimento da coxa dela sobre ele estava me deixando louco. Suas mãos apertaram meu ombro e eu aumentei o ritmo dos pequenos círculos que eu desenhava em volta do seu clitóris.

- Oh, meu Deus, Luca.

- Sim, bambina mia, deixe vir. Goze pra mim, pequena.

- Oh, Deus. Oh, Deus. – ela repetia num misto de prazer e choque. Choque por nós estamos em um parque? Talvez. Mas eu tinha certeza que o verdadeiro choque era pelo orgasmo que se formava em seu núcleo. Eu estava dando isso a ela, porra. Eu deslizei a outra mão pela sua nuca e a enterrei em seus cabelos, firme mas com delicadeza impedindo que o seu rosto fosse em qualquer direção. Eu queria assistir todas as sensações passando pelo seu rosto. – Oh! – Ela gemeu o mais baixo que ela conseguiu e seus olhos ficaram vidrados, seu corpo convulsionou em meu colo e eu senti em meus dedos sua boceta se contrair com o orgasmo.

Seu corpo ainda estava tenso quando eu retirei a minha mão e lambi os meus dedos diante do olhar chocado dela, em seguida a trouxe mais perto e beijei seus lábios devagar, suave, demorado. Quando olhei novamente seu rosto, mesmo na luz pobre do parque eu vi o quanto ela estava ruborizada. Ela também estava muda, mas eu não queria que ela ficasse envergonhada pelo que nós fizemos. – Deus! Como você é linda, Guilhermina. Eu estou completamente louco aqui – falei. Então a beijei de novo e de novo de modo que eu podia sentir que ela estava excitada novamente. Mas eu já havia ido longe demais para o primeiro dia depois de três meses sem vê-la. – Quero vê-la amanhã novamente.

Ela tentou sair do meu colo, mas eu a impedi, puxando-a ainda mais perto. – Eu não sei, Luca. A gente não devia...

- Ter feito isso? Você não gostou? – provoquei.

- Sim, mas você é o único que diz o tempo todo que não pode, que tem que ficar longe e então você vem e faz... essas coisas comigo e quer me ver amanhã e depois o quê? Vai me mandar embora dizendo que não podemos?

Era lindo o modo como seu rosto corava mais e mais com o constrangimento. Mas ela não estava dizendo nenhum absurdo. Tão dolorido quanto era para mim, ter essa proximidade com ela e depois ter que deixá-la, eu sabia que para ela não era diferente.

- Você está certa. Eu digo isso o tempo todo, por que tem uma série de coisas sobre a minha vida que eu não estou certo de que você vai poder aceitar e mesmo que você aceite eu não sei se eu quero arrastar você para isso.

- Por que você não me diz do que se trata?

- Por que eu ainda não estou pronto para deixar você ir.

- E por que você acha que eu vou escolher ir depois que você me disser?

- Confie em mim. Você vai.

Ela ficou me olhando preocupada. Eu acariciei seu rosto com delicadeza, já me preparando para me despedir dela esta noite. Em seguida arrumei o seu vestido, fechei o seu casaco e coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha – Passe o dia comigo amanhã, por favor. – pedi.

- Você me deixa tão confusa, Luca. Eu estou assustada com o que acabou de me dizer e você insiste para que eu passe o dia com você amanhã?

- Não pense sobre isso agora. Na hora certa vamos conversar.

Ela revirou os olhos – fácil falar.

Eu a beijei uma vez mais antes de ficar de pé e levá-la comigo. Segurei sua mão e nós caminhamos em silêncio na direção da mansão dos Mazza.

Os homens caminharam atrás de nós mantendo uma distância razoável para nos dar privacidade. Um segurança da mansão nos deu acesso e meus homens ficaram do lado de fora esperando. Nós paramos em frente a porta e eu a trouxe mais uma vez para os meus braços. Ela estava claramente preocupada com a nossa conversa, mas sorriu.

- Obrigada pelo jantar.

- Não tem de quê. – beijamo-nos novamente e eu me senti como um adolescente normal beijando a primeira namorada na porta da casa dela. Exceto que esta não era a casa dela, Guilhermina não era minha namorada, nós não éramos adolescentes e nada sobre mim era normal. Eu me afastei e peguei o telefone em meu bolso – Dê-me o seu número.

Ela hesitou um momento, então digitou e me devolveu o telefone. Eu salvei com a palavra “Minha” em lugar do seu nome e fiz uma chamada pra ela, desligando quando chamou – Agora você tem o meu também. – Eu a beijei uma última vez – Boa noite, querida.

- Boa noite, Luca.

Eu fiquei parado assistindo até que ela estivesse em segurança dentro da casa para deixar a propriedade.

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