Clara
— Me solta, tio. Tá doente.
Digo, sentindo a minha orelha arder por causa da dor.
— Eu e sua tia trabalhamos como dois burros de carga para te sustentar, sua vadia ingrata.
— É seu dever nos ajudar.
Diz minha tia.
Josué me solta com brutalidade, e eu acabo tendo um encontro com o chão frio e duro.
— Eu não tô entendendo por que estão fazendo isso comigo?
Digo, com lágrimas descendo pelo meu rosto.
Eles dão risada.
— Clara, já está na hora de você saber o seu lugar nessa casa.
— Meu lugar