O silêncio que se seguiu à partida abrupta de João era mais ensurdecedor do que qualquer grito. Elara permaneceu na cadeira, as lágrimas secas no rosto, o corpo pesado como chumbo. A imagem de João, com a dor e a raiva estampadas em seu rosto, gravou-se em sua mente, um lembrete cruel da ferida que ela havia aberto. Kael, ao seu lado, era uma presença silenciosa, mas sua energia, antes contida, agora parecia vibrar com uma intensidade que Elara podia sentir. A tempestade havia passado, mas a de