Lívia
Meus olhos se prenderam aos de Amiel. Havia algo neles que me despia sem tocar, como se enxergasse não meu corpo, mas as feridas que ainda pulsavam baixinho sob a pele. Ele esperava. Não por um sim imediato, mas por uma resposta sincera. Uma entrega real.
Respirei fundo, sentindo o peso da escolha não no corpo — que tremia pela presença dos dois —, mas na alma ainda assustada. As lembranças não voltavam com dor, mas também não haviam ido embora.
— Eu... ainda não sei. — confessei,