O quarto mergulhou em um silêncio pesado.
Aurora continuava sentada na cama, o celular tremendo em suas mãos.
Na tela, a fotografia do filho dormindo no berço parecia ainda mais assustadora do que a própria mensagem.
Porque aquela imagem só podia ter sido tirada naquela casa.
Naquele quarto.
Naquela mesma noite.
Adrian tomou o aparelho das mãos dela.
Os olhos escureceram imediatamente.
A expressão tornou-se glacial.
Perigosa.
Aurora conhecia aquele olhar.
Era o rosto do homem que o mundo temia.