Aurora acordou antes do amanhecer.
Por alguns segundos, permaneceu imóvel, sentindo o calor do corpo de Adrian atrás dela.
O braço forte envolvia sua cintura de forma possessiva e protetora, enquanto a respiração dele roçava a curva do seu pescoço.
A cidade ainda dormia.
O quarto estava mergulhado em penumbra.
E, pela primeira vez em muitos anos, Aurora sentiu algo que não reconheceu de imediato.
Medo.
Mas não o medo de ser abandonada.
Nem o medo de sofrer.
Era o medo de ser feliz demais.
Com c