Mundo de ficçãoIniciar sessãoA noite para Ricardo saiu de seu controle, teve que mentir para seus amigos dizendo que Emily havia passado mal e já tinha ido para casa, após o jantar voltou para sua mansão sozinho, foi direto para seu escritório e se trancou, ligeiramente serviu se um whisky e sentou no sofá que fica perto da mesa principal, em seguida tomou um grande gole do copo, depois ficou de pé novamente e lançou o objeto na parede violentamente, então se aproximou da mesa e pegou a garrafa inclinando em sua boca enquanto algumas gostas da bebida caia em sua camisa social branca, certamente ele está descontrolado, e nenhum de seus funcionários se atrevem interromper o momento, três dos empregados da mansão se prontificaram ao lado de fora da porta agoniados apenas ouvindo o barulho de copo e garrafas quebrando, mas tomaram um grande susto ao ouvir a mesinha de bebidas sendo jogada para cima, naquele momento decidiram se afastar ao máximo daquele ambiente combinando a voltar somente no dia seguinte.
para Ricardo o desaparecimento de sua esposa era uma afronta a sua autoridade, ele foi criado para sempre estar no controle de tudo, apesar do sobrenome Alencar ter tomado sucesso no ramo imobiliário Ricardo não resistiu a corrupção, de forma oculta ele conseguiu aumentar seu patrimônio através de lavagem de dinheiro com empresas fantasmas, e também há boatos que ele já fez negócios com um homem muito perigoso, chefe de máfia que lhe deu a vantagem de isenção fiscal, ou seja perante a lei seu nome está limpo como a água cristalina, e durante sua vida tinha tudo o que queria, suas ordens eram seguidas de forma rígida, e Emily acabou de descumprir um dos acordos que fez com Adriana. Após seu surto, ele cai no sofá de seu escritório adormecendo, acordando apenas no dia seguinte com o toque do celular. RICARDO: alô _atende a ligação meio sonolento. PORTEIRO: bom dia senhor Alencar desculpa lhe incomodar a essa hora é que temos um problema que precisa do seu aval. RICARDO: entendi e o que seria? _pergunta com a respiração pesada mas ao descobrir do que se tratava seu fôlego foi interrompido, a voz sonolenta acabou e o que restou foi a surpresa em sua face. ~ Emily está na entrada do condomínio, pois foi barrada na portaria por está vestindo apenas uma camisa oversized velha, ela aguarda sentada em uma cadeira esperando com medo o seu dono, após uns minutos ele chega para falar com os homens, ela abaixa a cabeça pensativa sabendo que não deveria ter voltado para aquele lugar, mas sem dinheiro e sem conhecer ninguém por ali ela não iria muito longe, fora a vida de sua mãe postiça que poderia estar correndo perigo caso obtivesse a desaprovação de Adriana. seus pensamentos são interrompidos quando seu nome é anunciado, ao olhar para o rosto inexpressivo de Ricardo sente nervosismo, agonia e medo, ela o segue entrando no carro, os dois avançam em silêncio até a mansão, antes que ela possa descer do automóvel, ele agarra seu braço com força se aproximando em fúria de seu rosto. RICARDO: nós ainda vamos ter uma longa conversa. _afirma empurrando seu braço que já estava sentindo a dor pelo aperto de sua mão, ele se retira do veículo a deixando estremecida e amedrontada, ela espera ele entrar primeiro na casa antes de sair do veículo, respira fundo e começa a caminhar para dentro do imóvel. EMILY: calma, ele não vai me machucar... Ou será que ele teria coragem? _se pergunta sendo sabotada por seus próprios pensamentos, rapidamente ela se dirige para as escadas se certificando de que ele não esteja por perto, em seguida escala os degraus depressa, ao entrar tranca a porta do quarto pedindo a Deus para que aquele homem não a procure tão cedo, tentando se acalmar a primeira coisa que faz é ir para baixo do chuveiro, ela sente sua mente se esvaziar como se a água lavasse todos e quaisquer pensamento ruim, deixando apenas uma cena, aquela que sentiu o toque de Marcelo e seus olhares se atraindo como se ela fosse um para-raio e ele o próprio raio, Rapidamente ela abre os olhos rejeitando aquela lembrança. Já lhe bastava estar casada com alguém tão possessivo, para ela o amor era algo impossível, também já estava conformada em viver o resto de sua vida ao lado de um homem ao qual jamais iria criar sentimentos bons. após o banho se enrola em uma toalha branca e sai do banheiro despreocupada, enquanto enxuga os cabelos com um outro tecido em mãos, de repente seu coração começa a palpitar aceleradamente quando vê pelo espelho o homem sentado em sua cama esperando impaciente, a fazendo recuar alguns passos com o susto, logo seus olhos miram nos dele. EMILY: oque você faz aqui? _indaga horrorizada, o homem se levanta tentando controlar a raiva. RICARDO: eu já disse que não quero essa porta trancada, não avisei? _declara com voz de ameaça que a faz baixar a cabeça. EMILY: sim m-me desculpe é que eu não queria.. _antes que ela possa finalizar ele a interrompe. RICARDO: não queria oque... hein Emily..._grita fazendo ela estremecer fechando os olhos firmemente. Diminuindo o tom da voz quase rangendo os dentes ele continua. ... Posso saber onde você passou a noite e com quem? EMILY: eu-eu não estava com nin... _antes de finalizar, o último som ouvido é o estalar de dedos sobre a face da jovem, fazendo seu rosto virar a deixando meio zonza. O tempo para por um momento deixando o ambiente em completo silêncio. Em todos esses anos nunca alguém levantou a mão para lhe bater, e quando Adriana perdia a paciência Gabriela sempre estava alí para a defender de tudo e qualquer um que tentasse lhe fazer mal, mas infelizmente a situação havia mudado, ela toca seu rosto sentindo a ardência, ele se aproxima dela gritando. RICARDO: acha mesmo que pode me enganar, sua cadela. _seu jeito imponente a faz sentir o medo preencher seu corpo, como defesa faz sinal de não com a cabeça e com as mãos enquanto lágrimas caem por seu rosto machucado, mas sem piedade ele a agarra pelos braços a levando para perto da cama enquanto ela implora. EMILY: não... por favor me escu. _outro som de estalo ressoa pelo quarto a fazendo cair sobre a cama, deixando a marca de seus dedos ainda mais visível em sua face e um sangramento desce pelo canto de seus lábios, a toalha torna frouxa em seu corpo, ela agarra para não cair enquanto alguns dos fios de seu cabelo ficaram na frente de sua face, ele monta encima dela e a pega pelos cabelos com uma mão e aponta o dedo indicador em sua face com a outra. RICARDO: não se atreva a me trair Emily, eu te comprei então você me pertence, entendeu?_sem obter a resposta aguardada, ele agarra a mandíbula da jovem a forçando olhar para ele tornando sua respiração forte. .... Você é minha e não vou permitir que seja de mais ninguém, DE MAIS NINGUÉM. _seguidamente ele agarra seus braços e a obriga a se pôr de pé novamente fazendo assim a toalha cair de seu corpo antes de concluir. ... Você me entendeu garota? _após suas palavras ele desce o olhar fazendo ela sentir-se ainda mas indefesa. EMILY: eu não amo você, porque não me deixa em paz... _diz em lágrimas o confrontando, enquanto tenta se cobrir com suas mãos, ele fica irritado com a resposta, então a j**a no chão do quarto com força, fazendo seu pulso deslocar ao tentar proteger seu corpo contra o piso, a fazendo suplicar. ..... Por favor para. _o desespero dela apenas lhe arranca uma gargalhada, ela se sente vulnerável então pega a toalha que estava perto e cobre ao olhar para a varanda, ver o temporal aumentar lá fora, ele ver a chuva e senta na beirada da cama enquanto ela permanece no chão. RICARDO: não me importa se me ama ou não, eu comprei você, e compraria novamente nem que fosse por um milhão de dólares, porque você estava destinada a mim, você me pertence Emily, eu e você estamos ligados até a morte e não há nada que você possa fazer... querendo ou não você agora carrega o sobrenome Alencar, e vai ter que aprender a conviver com isso... E com o tempo vai aprender a me amar.. eu tenho certeza que vai. _ele termina seu discurso narcisista, sai do quarto a trancando e levando as chaves consigo, ao se retirar do local arruma seus cabelos grisalhos se sentindo superior. ~ Após ver que ele tinha ido embora, ela se levanta com dificuldade enquanto faz massagem no pulso direito sentindo muita dor, é perceptível as marcas que ele deixou em seus braços e principalmente no rosto, sentindo dores ela caminha até o closet e veste a primeira roupa confortável que vê, logo voltando para a cama, ela se deita devagar, depois se encolhe abraçando os joelhos enquanto lágrimas insistem em cair por sua face. Sentindo saudades de casa, raiva de Adriana, e repulsa por Ricardo, Tudo ao mesmo tempo, e se pergutando quando irá acabar aquele pesadelo, enquanto a chuva cai lá fora trazendo ainda mais frio ao ambiente.






