Os convidados não entendiam o que estava acontecendo. Encolheram-se nos bancos, alguns levaram as mãos à boca, outros apenas congelaram.
Angeline ainda estava caída no chão. Marco se ajoelhava ao lado dela, mas seus olhos permaneciam fixos em Dante, que avançava pelo corredor com a arma estendida. Lá fora, os tiros continuavam, acompanhados de gritos abafados.
Todos estavam assombrados, o homem parecia ter saído de um desastre: camisa marcada de sangue, o braço esquerdo imobilizado, o rosto duro como pedra.
— Senhores… estamos na casa de Deus. Disse o padre, nervoso. Suas mãos tremiam unidas à altura do peito. — Podemos conversar.
— Não pretendo ferir a santidade da igreja, santo padre. Respondeu Dante sem desviar o olhar de Marco. — Apenas vim buscar o que é meu.
— O quê? Marco franziu o cenho. — Ela?
— Sim. Você sabe que ela não quer se casar com você. A igreja não devia compactuar com isso.
Marco se levantou, o maxilar travado.
— Só por cima do meu cadáver você tira Angeline daqui.