82- " Foi minha culpa."

Os convidados não entendiam o que estava acontecendo. Encolheram-se nos bancos, alguns levaram as mãos à boca, outros apenas congelaram.

Angeline ainda estava caída no chão. Marco se ajoelhava ao lado dela, mas seus olhos permaneciam fixos em Dante, que avançava pelo corredor com a arma estendida. Lá fora, os tiros continuavam, acompanhados de gritos abafados.

Todos estavam assombrados, o homem parecia ter saído de um desastre: camisa marcada de sangue, o braço esquerdo imobilizado, o rosto duro como pedra.

— Senhores… estamos na casa de Deus. Disse o padre, nervoso. Suas mãos tremiam unidas à altura do peito. — Podemos conversar.

— Não pretendo ferir a santidade da igreja, santo padre. Respondeu Dante sem desviar o olhar de Marco. — Apenas vim buscar o que é meu.

— O quê? Marco franziu o cenho. — Ela?

— Sim. Você sabe que ela não quer se casar com você. A igreja não devia compactuar com isso.

Marco se levantou, o maxilar travado.

— Só por cima do meu cadáver você tira Angeline daqui.
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