O porão do cassino tinha teto baixo e paredes de pedra bruta que ainda conservavam a umidade do inverno russo. O ar era espesso, carregado de fumaça de charutos caros, vodka derramada e tensão.
Uma única lâmpada pendia do teto sobre a mesa principal. A luz amarelada criava sombras duras nos rostos dos homens que jogavam cartas. Fichas empilhadas, copos meio cheios, olhares que não piscavam.
Ali, ninguém sorria sem motivo.
Encostado a uma parede, sentado em uma cadeira simples de madeira, Luca e