Luca, com o rosto parcialmente inchado, estava sentado em seu escritório. Ninguém além de Oton sabia o que realmente havia acontecido naquela noite. Sofi sequer o tinha visto.
O celular vibrou sobre a mesa. Luca esboçou um sorriso contido, contido também pela dor que ainda pulsava no maxilar.
Na mansão de Dante, em Milão, Angeline levantou a cabeça e secou os olhos, úmidos, com as mãos trêmulas. A mente estava em branco. Sobre a mesa, o som do celular vibrando rompeu o silêncio pesado, e a luz da tela iluminou seu rosto.
Apressada, sem saber exatamente por quê, tocou na tela.
Uma mensagem.
Duas fotos.
Tocou nelas. As imagens se abriram uma após a outra.
Na primeira, Dante e Sofi sorriam sentados junto à janela de uma cafeteria.
Na segunda, Dante tocava o rosto de Sofi, limpando delicadamente o canto de seus lábios com um guardanapo.
O choque foi imediato.
Nervosa, desajeitada, Angeline deixou o telefone cair no chão. O coração disparado. O ar preso no peito. Seus olhos se desviaram in