O escritório de Arthur era uma fortaleza de mogno e couro, com estantes que subiam até ao teto, carregadas de livros que pareciam observar-nos. Estávamos sozinhos. O silêncio era interrompido apenas pelo som da sua voz, uma cadência grave que, apesar de eu tentar ignorar, me envolvia como uma névoa.
Ele estava de pé, debruçado sobre a secretária, com um manual de gestão hospitalar aberto entre nós. A proximidade era tática; ele sabia exatamente o efeito que o seu espaço pessoal invadido causava