Sentando de frente à mim tocamos as mãos até o metre vir de encontro com o menu.
— Gosta de lagosta?
— Nunca comi, só camarão. Porque, vai pedir?
— Se quiser experimentar sim.
— Tá bom, mas não sei como se come.
— Te ensino.
Nisso deu com a mão dizendo ao rapaz que gostaria de vinho branco antes, para entrada salada da casa e canapés. Lagostas para depois com arroz branco.
— Perfeitamente senhor. Com licença.
Se afastando, penso que mesmo sendo bandido é como se fosse um rico empresário.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Claro meu anjo.
— Os federais não te enchem o saco? Porque você é o que é e eles querem muito enquadrar todos vocês que vendem.
— Sim, mas a maioria recebe propina e das grandes. Eu também lavo dinheiro, muito dinheiro para fora do Brasil. Tenho propriedades que você não faz ideia.
— E se for preso? O que será de mim e da Dandara?
— Minha filha vai sofrer, mas ela tem a mãe. Já você vai se comportar até que eu saia.
— E se ficar mais de 20 anos?
— No Brasil? Nem em