Rosângela
Sentei na beira da piscina e deixei os pés entrarem na água devagar.
A água estava fria. Mas nada comparado ao aperto no meu peito.
Fiquei olhando meus dedos fazendo pequenos círculos na superfície, como se aquilo pudesse organizar meus pensamentos.
A mensagem ainda queimava na minha mente.
Eu não precisava reler. Eu sabia cada palavra.
Ele.
Meu primo.
O mesmo que, anos atrás, tentou me encurralar num quarto e me tocar como se tivesse esse direito. O mesmo que agora dizia que precisa