Ricardo parou com a xícara de porcelana na mão.
— Uma filha?
Repetiu devagar, sem revelar o que sentia.
Seus dedos, porém, ficaram brancos de tanta força ao redor da xícara.
— Sim. Observei por alguns dias. Dulcina não sai muito. Às vezes, vai comprar alimentos ou passear com a filha. O jeito dela realmente lembra Patrícia.
O agente abaixou a cabeça, sem se atrever a continuar.
Um pequeno estalo rompeu o silêncio.
A porcelana rachou na mão de Ricardo.
O café escorreu e queimou seus dedos, deixa