Amara
Novamente desperto na cama macia daquele quarto de hotel luxuoso, mas que para mim já se tornou uma espécie de cela dourada. O soro já não estava mais no meu braço, embora as bandagens ainda estivessem ali para me lembrar de tudo o que aconteceu e do quanto eu ainda era prisioneira.
Um aroma delicioso invade minhas narinas — comida fresca, temperos que me lembram da casa da minha avó, da vida simples que tive antes desse pesadelo. Meu estômago ronca e, quase instintivamente, eu me levant