Zayd
Acordei de madrugada com uma dor forte espalhada pelo corpo. Não era uma dor pontual, era como se tudo estivesse pesado, lento, fora do lugar. Procurei o celular às cegas e senti o rosto inchado quando passei a mão pela face. O aparelho estava no bolso da calça. Quando olhei a hora, eram três da manhã.
Me levantei devagar, com dificuldade. A cabeça latejava, o estômago embrulhado. Fui até o banheiro apoiando a mão na parede e, quando levantei o rosto para o espelho, levei um susto. Minha cara estava péssima. Olhos inchados, um corte pequeno acima da sobrancelha, marcas arroxeadas no maxilar.
A lembrança veio aos poucos.
Confusão.
Gente falando alto.
Mãos me segurando.
Alguém mandando eu me acalmar.
Depois disso, tudo apagou.
Provavelmente eu tinha passado mal. Provavelmente tinham me segurado para me conter. Não lembrava direito.
Peguei o celular com a mão trêmula e liguei para Khandra. Chamou. Nada. Liguei de novo. Nada. O nervosismo começou a subir, um aperto no peito que não e