Zayd
Eu estava tranquilo em casa, dormindo, quando a campainha tocou. Rafaela foi atender e voltou dizendo que tinha uma mulher perguntando por mim. Na hora, minha cabeça já começou a trabalhar rápido demais. Eu disse que não fazia ideia de quem poderia ser, até porque eu estava afastado das minhas funções e não tinha motivo nenhum para mulheres aparecerem na porta da minha casa.
Rafaela respirou fundo, claramente incomodada, e eu fui atender.
Quando abri a porta, reconheci na hora. Era uma das mulheres com quem eu já tinha me envolvido no passado. O problema não era isso — o problema era o estado dela. Estava nervosa, inquieta, olhando para os lados antes mesmo de falar. Ficou me encarando por alguns segundos, como se estivesse decidindo se deveria mesmo estar ali.
Raquel: Zayd, eu preciso falar com você. É coisa séria. Não é fofoca nem curiosidade. Mas tem que ser aqui, rápido, onde ninguém escute.
Zayd: Pode falar. Aqui não tem ninguém ouvindo. Não tem segurança na porta desde que