O quarto de estudos estava imerso num silêncio espesso, cortado apenas pelo estalar irregular da lenha seca sendo consumida pelas chamas na lareira de pedra. Longe dos olhares da corte, das intrigas de Astrid e do peso esmagador do Salão de Banquetes, aquele pequeno cômodo isolado era o último refúgio que me restava.
Sentada no tapete felpudo, com os joelhos encolhidos contra o peito, eu contemplava o fogo dançante. O calor batia no meu rosto, mas não era o suficiente para derreter o gelo que