Angel
Eu não entro no elevador. Fico parada ali, no hall da empresa, segurando a alça da bolsa com força, observando Damon caminhar até a moto. Ele coloca o capacete, monta como se fizesse parte dele e, em poucos segundos, o som do motor invade a rua.
Ele some. Eu fico. Só quando o barulho da moto já é memória é que eu deixo o ar sair dos pulmões.
Esperei tanto por esse “nós” e, agora que tenho, estou escondendo um pedaço importante da minha vida dele. E, por mais que eu queira justificar, is