POV de Enzo
A luz da manhã entra pelas janelas da cobertura com uma insolência dourada, mas, pela primeira vez em anos, isso não me incomoda. Fico imóvel na cama, observando o ritmo pausado das costas de Elena enquanto ela dorme. A seda negra dos lençóis se molda às suas curvas, aquelas que eu mesmo memorizei antes que o bisturi as tocasse.
Ontem à noite não foi um combate. Foi uma rendição. Ou, pelo menos, é o que meu ego quer acreditar.
Levanto-me com um esforço contido, tentando não acordar