40. O CASAMENTO
VICTORIA:
Guardei silêncio diante de sua ameaça, porque isso era o que era. Afinal, já havia assinado um contrato que dizia que o faria. E talvez fosse melhor fazê-lo devido à minha estupidez de transferir toda a minha fortuna para o nome dele e pela possibilidade de que eu estivesse grávida. Isso era outra coisa que teríamos que analisar.
O edifício do registro civil erguia-se à nossa frente, cinza e imponente. Avistei meu tio apoiado em sua bengala, com seu assistente segurando sua maleta.