GISELE NARRANDO:
Quando cheguei em casa após mais um turno cansativo no bar, o silêncio era quase ensurdecedor. Estar sem o Rodriguinho era estranho, como se parte de mim tivesse ficado para trás. A kitnet parecia vazia, e o cansaço que eu sentia não era só físico, era emocional também. Eu estava acostumada com aquela bagunça carinhosa que ele fazia, com o riso dele preenchendo os espaços. Sem ele, o vazio me invadiu.
Tomei um banho rápido, evitando essa sensação de falta. Enquanto a água escor