RODRIGO NARRANDO:
Cheguei à porta da kitnet dela e bati com força. A madeira vibrava a cada batida, mas eu não me importava.
— Gisele, abre a porta! Eu quero ver meu filho, Gisele! — Minha voz saiu arrastada, mas alta o suficiente para ela ouvir, mesmo do lado de dentro.
A porta se abriu com um tranco, e lá estava ela. O rosto amassado de sono, com os olhos irritados.
— Você quer derrubar a minha porta desse jeito? Vai acordar o Rodriguinho! — Ela disse com aquele tom de voz que me tirava do sé