ISABEL NARRANDO:
O ônibus sacolejava pela avenida, balançando a cada buraco, a Cidade do México seguia no seu ritmo de sempre: vendedores ambulantes gritando no corredor, um oferecendo chicletes, outro equilibrando uma caixa de fones falsificados, vozes altas, buzinas e trânsito parado.
As mãos suavam mesmo segurando firme na barra de ferro acima da cabeça, a mochila apertada contra o peito pesava uma tonelada, não era o peso das coisas dentro dela, era o peso da mentira no currículo que eu car