ALINE NARRANDO:
O último ano foi o pior da minha vida, um inferno que parecia ter durado dez anos.
Passei o primeiro mês inteiro na solitária, um cubículo cinzento, úmido, com uma cama de concreto coberta por um colchão fino que cheirava a mofo.
A luz ficava acesa 24 horas por dia, um zumbido constante que me enlouquecia.
Não tinha janela, só uma fresta no alto da porta por onde passava a comida, uma papa insossa e fria que mal dava para engolir.
Eu gritava por ajuda, batia na porta até os p