GISELE NARRANDO:
A presença de Rodrigo no meu pequeno apartamento me deixava completamente desconfortável. Era impossível não notar como ele observava cada detalhe, analisando tudo, como se estivesse tentando encaixar as peças de um quebra-cabeça invisível. O olhar dele parecia querer atravessar minha fachada, mas o que mais me incomodava era a pergunta constante na minha cabeça: o que ele está pensando?
Eu não tinha nada a esconder, nada a mentir. Rodrigo não era alguém de quem eu precisasse p