O cheiro forte de desinfetante e remédio antigo inundava o pequeno corredor do posto de saúde da Rocinha. Eram sete horas da manhã quando passei pela porta de vidro, vestindo meu jaleco branco impecável e trazendo o estetoscópio pendurado no pescoço. A noite mal dormida ainda pesava nos meus olhos, mas a visão da fila de moradores que já se formava na recepção fez com que qualquer resquício de cansaço ou ressaca moral evaporasse instantaneamente.
— Bom dia, doutora! disse dona Lourdes, a recepc