Ponto de vista de Kira
Duas horas depois, as muralhas da Cidadela da Lua emergem na penumbra. Os sentinelas armados me reconhecem à distância e logo abrem caminho. Não é respeito — é medo. Um temor silencioso de que eu sou o que separa eles de um destino pior.
Cruzo os portões e logo estou cercada — homens, mulheres, até crianças. É curioso como até elas já entendem a guerra.
Por um instante, uma memória me atravessa como um estilhaço: um tempo em que crianças eram apenas crianças, livres da po