O cômodo era abafado, úmido, com paredes revestidas de concreto cru. Um único ponto de luz, direto no rosto do prisioneiro, criava sombras longas atrás de mim. O homem à minha frente estava amarrado, com os braços estendidos para trás e os pulsos inchados pelas amarras plásticas. Sangue escorria do nariz e da boca, misturado com saliva e suor. O cheiro no ambiente era metálico, ácido.
Fiquei em silêncio. Observando.
— Sabe eu realmente detesto esse tipo de abordagem — disse, finalmente, com voz