Juliana Bezerra
Eu estava deitada no colchão fino, com a Mel grudada em mim, o corpinho pequeno tremendo de medo, mesmo tentando ser forte. Eu fazia carinho no cabelo dela, devagar, como se aquilo pudesse segurar o mundo no lugar.
Então a porta se abriu.
O rangido foi lento. Cruel.
Margot entrou rindo. Não era um riso alegre era debochado, venenoso. Aquela risada que machuca mais do que tapa.
— Olha só… ela cruzou os braços, me encarando de cima a baixo. A princesinha e a cria.
Mel se mexeu n