Juliana Bezerra
Eu ainda estava sentada na cama, a bandeja apoiada sobre as pernas, quando ouvi passos pequenos se aproximando pelo corredor.
— Ju?
Sorri antes mesmo de responder.
— Pode entrar.
A Mel apareceu na porta, com o cabelo ainda meio bagunçado e um sorriso tímido no rosto. Atrás dela, a voz distante da Goretti vinha da cozinha, falando alguma coisa sobre o almoço.
— Você já tá melhor? ela perguntou, caminhando até a cama.
— Tô sim, meu amor. respondi. Só preciso ficar quietinha hoj