Juliana Bezerra
Saí da mansão Tudor com passos calmos demais para o turbilhão que estava dentro de mim. O portão se fechou atrás de mim e, por alguns segundos, senti como se tivesse deixado algo inacabado do outro lado.
Caminhei até a parada de ônibus tentando organizar os pensamentos, mas era inútil. A imagem dele insistia em voltar. O olhar firme. Atento. Intenso demais para alguém que eu acabara de conhecer. Não era um olhar invasivo… era profundo. Daqueles que parecem enxergar além do que m