Lia Perroni
Esmel me abraça forte.
— Não quero que o papai te machuque, mamãe.
— Shhh, filha. Estou aqui. Estou segura. — Beijo sua testa, tentando acalmar-me também.
Olho ao redor, reconhecendo o quarto acolhedor de Kairós. A lembrança do pesadelo ainda arde, mas estou determinada a não deixar Marcelo me assombrar.
— Vamos dormir novamente, amor? — sugiro, ajustando o cobertor.
Esmel concorda, mas permanece acordada, observando-me preocupada.
De repente, ouvimos passos leves fora