Cecília
O ar na cozinha parecia ter ficado rarefeito logo após Marcello sair, deixando para trás um rastro de tensão que eu mal conseguia processar.
Apoiei as palmas das minhas mãos geladas contra o mármore frio do balcão, fechando os olhos por alguns segundos enquanto tentava forçar o meu pulmão a puxar o ar de volta. Minhas pernas pareciam feitas de gelatina, trêmulas, sustentando o peso do meu corpo a duras penas após a proximidade descarada daquele homem.
Minha respiração, que ele havi