Eu não entrei em casa.
Nem cheguei a tocar na maçaneta.
Assim que estacionei o carro em frente, desliguei o motor e fiquei ali, parado, com as mãos ainda apoiadas no volante, como se o simples ato de sair exigisse mais do que eu tinha naquele momento.
A rua estava silenciosa.
O tipo de silêncio que não incomoda… mas também não acalma.
O céu já começava a escurecer, aquele tom entre o azul e o cinza que marca o fim de um dia longo. Algumas luzes de casas vizinhas acendiam aos poucos, e tudo pare